quinta-feira, 29 de novembro de 2018







"You are alone in the room, except for two computer terminals flickering in the dim light. You use the terminals to communicate with two entities in another room, whom you cannot see. Relying solely on their responses to your questions, you must decide which is the man, which the woman. Or, in another version of the famous "imitation game" proposed by Alan Turing in his classic 1950 paper "Computer Machinery and Intelligence," you use the responses to decide which is the human, which the machine.1

One of the entities wants to help you guess correctly. His/her/its best strategy, Turing suggested, may be to answer your questions truthfully. The other entity wants to mislead you. He/she/it will try to reproduce through the words that appear on your terminal the characteristics of the other entity. Your job is to pose questions that can distinguish verbal performance from embodied reality. If you cannot tell the intelligent machine from the intelligent human, your failure proves, Turing argued, that machines can think.

Here, at the inaugural moment of the computer age, the erasure of embodiment is performed so that "intelligence" becomes a property of the formal manipulation of symbols rather than enaction in the human lifeworld.

(...)

By including gender, Turing implied that renegotiating the boundary between human and machine would involve more than transforming the question of "who can think" into "what can think." It would also necessarily bring into question other characteristics of the liberal subject, for it made the crucial move of distinguishing between the enacted body, present in the flesh on one side of the computer screen, and the represented body, produced through the verbal and semiotic markers constituting it in an electronic environment. This construction necessarily makes the subject into a cyborg, for the enacted and represented bodies are brought into conjunction through the technology that connects them. If you distinguish correctly which is the man and which the woman, you in effect reunite the enacted and the represented bodies into a single gender identity. The very existence of the test, however, implies that you may also make the wrong choice. Thus the test functions to create the possibility of a disjunction between the enacted and the represented bodies, regardless which choice you make. 
What the Turing test "proves" is that the overlay between the enacted and the represented bodies is no longer a natural inevitability but a contingent production, mediated by a technology that has become so entwined with the production of identity that it can no longer meaningfully be separated from the human subject. To pose the question of "what can think" inevitably also changes, in a reverse feedback loop, the terms of "who can think."

(...)

What embodiment secures is not the distinction between male and female or between humans who can think and machines which cannot. Rather, embodiment makes clear that thought is a much broader cognitive function depending for its specificities on the embodied form enacting it."


Katherine Hayles
in https://www.press.uchicago.edu/Misc/Chicago/321460.html




sexta-feira, 9 de novembro de 2018






Bach's Goldberg Variations, 
played by pianist_composer Conrad Tao and tap-dancer_choreographer Caleb Teicher. 







quinta-feira, 8 de novembro de 2018




























Teseu e o Minotauro
painel de mosaico romano séc III-IV d.C.
Torre de Palma, Monforte, Portalegre
Inv. Nº 999.149.1
Museu de Arqueologia, Lisboa




domingo, 28 de outubro de 2018

sexta-feira, 26 de outubro de 2018




Guitar Duo Raoul Morat and Christian Fergo play Schubert "An die Musik" 
arranged by Duo Morat_Fergo  https://www.morat-fergo.com



terça-feira, 23 de outubro de 2018



https://www.youtube.com/watch?v=RINR03lli4w
The unveiling of "The Night Watch"
in "Nighwatching" film directed by Peter Greenaway
(suggestion: activate full screen)

https://frieze.com/article/rembrandts-night-watch-will-be-restored-full-public-view

https://www.rijksmuseum.nl/en/nightwatch



segunda-feira, 22 de outubro de 2018























n' O Grito Claro (edição de 1960) estão inseridos poemas como: “Não posso adiar o amor para outro século”, “Poema dum funcionário cansado”, “Sílabas”, “O tempo concreto”, “O boi da paciência” 




























"No ano em que se comemoram sessenta anos da publicação da primeira obra de António Ramos Rosa: 

a coletânea O Grito Claro (1958), 
a Assírio & Alvim leva ao prelo o primeiro volume da obra poética completa do poeta"

e celebrou-se recentemente António Ramos Rosa na Biblioteca Nacional:
António Ramos Rosa: Escrever o Poema Universal _Congresso Internacional, Biblioteca Nacional 17-19 out 2018 



"ainda antes de António Ramos Rosa ter publicado qualquer livro, em 1957, Adolfo Casais Monteiro, afastado de Portugal pela ditadura salazarista para um exílio de que não regressaria, escrevia no Jornal do Brasil:

A poesia de António Ramos Rosa deixa ver bem claramente que vem depois do surrealismo e que também foi caldeada, não direi no neo-realismo, mas naquilo que na autêntica expressão poética corresponde a este, ou seja: o não se sentir alheio à vida de todos os homens, não pedir presentes individuais aos deuses, não se ter como enviado de Deus, etc., em suma, de ser humano entre os humanos. 
(...)
António Ramos Rosa impõe-se à primeira vista, acho eu, como um poeta de profunda autenticidade; nos seus versos não há uma imagem que não venha dum lugar “habitado” – quero eu dizer: que não tenha sido alimentada por qualquer coisa muito viva dentro dele, seja na ideia, seja no coração, seja no instinto. São “verdadeiros”, e falam da vida sem deixar de falar de experiências íntimas. São sinais duma luta pela expressão, e não exercícios, nem habilidades de circo. São poesias.
"


excerto da intervenção de Gastão Cruz citando Adolfo Casais Monteiro
no Colóquio "Poesia do Século XX com António Ramos Rosa ao fundo" organizado em 2005, por ocasião dos 80 anos de vida de António Ramos Rosa, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto por Ana Paula Coutinho Mendes.

da intervenção por Fernando Guimarães, tb em 2005:

"Cada poema prossegue como um “navio de matéria” para, através de um complexo cruzamento (...), encontrarmos nele as árvores, os astros, o vento, a presença da mulher, a água, o espaço - encontro esse que se faz (...) “a substância / que quer a liberdade”."






outros dias do caderno