domingo, 8 de dezembro de 2013



















"O Homem-Árvore



O tempo em que o homem era uma árvore sem órgãos nem função,
mas de vontade
e árvore de vontade que anda,
voltará.
Existiu, e voltará.
Porque a grande mentira foi fazer do homem um organismo,
ingestão, assimilação,
incubação, excreção,
o que existia criou toda uma ordem de funções latentes e que escapam
ao domínio da vontade decisora,
a vontade que em cada instante decide de si;
porque assim era a árvore humana que anda,
uma vontade que decide a cada instante de si,
(...)
e o equilíbrio entre a produção mágica e a produção automática
está muito longe de ser mantido"



Antonin Artaud in "Eu, Antonin Artaud" Lisboa: Hiena Editora, 1988, p. 105-110








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